sexta-feira, 20 de novembro de 2009

K i l l.

Eu poderia escrever mais e mais mentiras. Mas não. Talvez seja apenas mais uma grande verdade que não deveria ser contada. O caso é que esta não é uma história só minha. É dele também.
Lembro-me que sempre fui atraída por ele. Eu procurava motivos para vê-lo. Gostava de ver as feridas que ele deixava em mim. A dor não me importava, desde que eu pudesse sentir. 
Cometi crimes. Sim, eu matei. Mas não para ver como o medo é  i n ú t i l  em tal momento, tampouco para ver sofrimento alheio. Foi por ele.
Não é insanidade. É apenas um gosto. Como tantos outros. Suas poucas letras formam poemas em minha cabeça. 
Em um determinado momento, matar não me atraia mais. Ele aparecia sempre nessas horas. Eu queria vê-lo, mas não nos outros. Não era mais tão interessante. Eu queria vê-lo em mim.
Foi aí que de fato, perdi um pouco de minha sanidade. Mas não por completo. Eu apenas deixo aflorar o meu lado que gosto mais. Talvez seja o meu lado verdadeiro, e o outro seja apenas uma  metáfora. Eu acho que é por ser tão devota a ele. O vermelho.
Sem intensidade, sem vida. Apenas puro e líquido. O vermelho que tanto deixei escorrer das mãos, o vermelho que manchei inúmeros corpos e tantas vezes precisei enxergar.
É apenas uma cor. Não, nada de "apenas". É a minha cor.   

3 comentários:

Anônimo disse...

O vermelho é sua cor favorita, sempre soube.

Igor disse...

Fo-da! Por um momento, pensei que ia ser um texto sobre seu guri xD

Astro Boy disse...

O vermelho e o sangue. E olha, quero o Kenny no próximo conto. Texto perfeito. Você escreve perfeitamente. Seus textos são como você.