sexta-feira, 8 de março de 2013

Curtas

As cores estavam bem nítidas, isso eu me lembro. Todas as nuances diante de meus olhos ainda secos. E em dois segundos - ou menos - eu só enxergava vermelho. Parecia que meu coração estava entre meus dedos. Pulsando. Uma pontada de dor chegou a me dobrar. Eu não conseguia pensar, isso eu me lembro. Minha respiração estava rasa, desigual. Sentia o peito subindo e descendo, rápido. Precisava acender um cigarro. E foi quando vi minhas mãos. Vermelhas. Trêmulas. Tive dificuldade em fumar. Mas eu sorria, isso eu me lembro. Um sorriso um pouco frouxo, é verdade, mas eu sorria. E negava com a cabeça. Não, não posso acreditar! 
Prendi a respiração. Uma fração de segundo. As batidas em meu peito já não estavam tão fortes quando eu voltei a respirar. Senti lágrimas escorrendo, embora eu não me lembrasse de tê-las derramado. Joguei meus cigarros no lixo e no segundo seguinte, parei de tremer. Não estava mais sentido dor. O dia subitamente me pareceu melhor. Caminhei até a cozinha e apanhei uma garrafa d'água. Estava exercitando minha paciência. Mas valia o esforço, isso eu me lembro. Eu nunca esqueci.

quarta-feira, 6 de março de 2013

"There's not a lot to say"

"So don't go away
Say what you say
But say that you'll stay
Forever and a day... in the time of my life
'Cause I need more time, yes I need more time
Just to make things right"

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Hallelujah - Chapter 5

"Dor é a sensação mais linda que existe, desde que não seja você quem está sentindo. Foi isso que Lúcio lhe disse quando lhe ensinou a aplicar a maldição Cruciatus.

Talvez por isso Granger fosse tão interessante, mesmo sendo a pessoa mais sem graça do mundo. Tudo nela doía. Cada fibra de seu ser. Doía porque ela nunca mais seria feliz, e tinha consciência disso. Doía porque ela se sentia cada vez mais culpada. Porque ela tinha gostado de seu toque, de sua língua, de sua voz. Doía porque ela sabia que não escaparia das mãos dele, se ele realmente tentasse."

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

-

"Se você me deixar agora, não é que não conseguirei suportar, afinal eu já passei por isso. É só que, de alguma forma, eu acho que você me quebraria de tal maneira que não teria conserto nunca. Se você for ficar, não apenas diga que irá. Fique, fique mesmo! Não quero mais despedidas. Sem mais disfarces.
Eu já falei demais! Disse tudo que podia dizer. Eu sei que posso me ajoelhar e beijar seus pés. Eu já falei demais! O que mais posso dizer agora? Eu sei que posso me ajoelhar e posso chorar. Eu sei, eu sei que podia te mostrar como morri quando você foi embora. Mas qual seria a vantagem disso?"

Cry

"Once, I loved
And I gave so much love to this love you were the world to me
Once I cried at the thought I was foolish and proud and let you say goodbye
Then one day from my infinite sadness you came and brought me love again
Now I know that no matter whatever befalls I'll never let you go
I will hold you close
Make you stay
Because love is the saddest thing when it goes away
Love is the saddest thing when it goes away"

- Damien Rice.

"Papier maché"

"Os dedos escorregaram entre os dele e logo as mãos estavam separadas novamente. Ela não conseguia desviar os olhos dos dele. Estivera tão longe por todo esse tempo, que... Que sentia falta desse olhar. Sentia falta desse cheiro."

Hallelujah

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

-

"(...)
Asas fracas não me deixam voar. E eu não me lembro de pedir pra você ficar e arrancar carne de meu peito com tanto ódio e gritar pra eu me excluir de teu mundo.
(...)
E eu não quero mais viver com medo ou vergonha de respirar, de existir, ou beijar teus lábios.
(...)
o vento covarde que me deixa até tarde com medo e sem saber se você vai voltar...
Será que estou errado por querer estar ao teu lado em jardins onde as flores não envenenam o ar?"

- Dance of Days.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Conversa de bar

Outro dia, estava no bar de sempre com alguns amigos. Os bons. Os que não prestavam, apenas prestavam para mim justamente por não prestar para muita gente. Nós fumávamos e bebíamos cerveja, discutindo assuntos diferentes. Até que então, ouvi algo que me desagradou. Meu amigo estava se referindo a uma garota como sua alguma coisa.
- Já disse a você, chame-a pelo nome. Ela não é sua, nem era.
- É foda, eu não a chamava assim. Eu chamava pelo nome, essa brisa veio agora. Bagulho estranho do caralho.
Dei um trago no cigarro. Incrível como era fácil se apegar a alguém e praticamente impossível esquecer com a mesma facilidade.
- Vai ver é sentimento de posse. Pessoas não são objetos e ninguém é de ninguém.
- Então – ele deu uma tragada no cigarro -, eu sou meu e você é sua.
- E ela é dela, e aquele lá – senti um gosto amargo na garganta – é dele. Ou dela, vai saber.
- Aquele lá que era teu?
Que coisa horrível de se dizer, pensei.
- Cristo! Não fale assim.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ao que é bom nessa vida

Tudo mudou, o que foi que aconteceu que de repente acordamos nesses dias? Ainda posso sentir o sabor do que a gente perdeu. E ainda penso em você, acredita? Fomos tolos e egoístas pra crescer, crescer sem alegria. Dizer "pra sempre" é bem menos do que sentir na carne querer de verdade. Têm coisas que não vão sumir, você sabe. Tem um lugar em mim que é só teu e nada vai mudar porque é meu. Mesmo que a gente deixe errado o que gente escolheu...
Vem dar valor ao que é bom nessa vida, que é tolice viver por viver e já é dia de deixar pra trás a dor e o "tanto faz", é cedo ainda. 

- Dance of Days.


De volta! Eu, meu coração triste e um pouco mais de insônia.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Em meu lugar

"Não sei se você vai notar as marcas em meu peito, tampouco os arranhões no pescoço. Mas caso você note, quero que saiba: eu fiz isso. Em uma noite qualquer, quando o choro veio sem querer e a dor no peito não me deixou dormir. E a raiva - maldita raiva - foi tão grande, que me deu vontade de arrancar o que tem aqui dentro, só poder dizer que a dor era carnal. Só pra poder dizer que eu não estou sentindo nada. Mas eu queria poder dizer que eu não sinto tua falta a noite, quando o frio é tão intenso que nada é capaz de me aquecer. Que não sinto falta do teu cheiro em um travesseiro ao lado do meu. Que eu não sinto falta de pedir pra você me apertar e usar mais força, pra depois deitar do teu lado cansada. Que não sinto falta de te aninhar aqui no meu peito, mexer nos teus cabelos e chorar baixinho com um sorriso no rosto. Eu queria não sentir falta de nada. Mas aí eu escuto alguma maldita música que me faz lembrar de tudo. E eu sinto tanta raiva, meu deus. Tanta raiva de mim, entende? Não por não conseguir esquecer, mas por não querer..."



(por editar)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Cárcere

Você disse para me apaixonar, e eu o fiz. Amarrei a minha alma em um nó e tive que me submeter. Então quando fui embora, apenas mantive as minhas cicatrizes. Troquei as minhas emoções por um contrato à firmar. E quando fui embora, apenas cheguei longe.
Você pediu para esquecer. Mas apertei o nó com mais força e não consegui me desfazer de suas lembranças em mim. Vejo para um (novo) rosto e lembro do seu. Você continua aqui, intacto.
Você me mandou desistir. Os meus olhos choram sangue, e tudo o que me faz pensar em você, firma-se ainda mais em minhas entranhas. Nada vai embora. Não aguento ver seus olhos me culpando quando fecho os meus. E agora, escuto sua voz dentro da minha cabeça: 'Suma de uma vez'. TORMENTO!
O meu eu que estava prestes a ressuscitar, finalmente morreu. E eu sempre zelei por você.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Frágil

Antes de serem algo mais.
Antes de serem algo menos.
Há um milhão de perguntas que poderiam ser feitas.
Antes de serem nada.
Você se acostumaria com o tempo?
Antes de não serem.
Eles foram.
Ainda são?

Hoje

Como eu disse, é tudo tão maior que eu e você.

O que dói

"Rony permaneceu parado no mesmo lugar, perplexo, quando ela jogou os papéis amassados no chão, levantando-se e recolhendo os pergaminhos de cima da mesa. Fez isso com tal brutalidade que a placa acabou por cair no chão, perto dos pés dele. Hermione parou, de repente, como se tivesse sido atingida por uma descarga elétrica. Realmente, sentiu a pele arrepiar quando viu o namorado abaixar silenciosamente e pegar a placa do chão.

Ele tinha o canto dos olhos avermelhados, o que apenas acentuava o azul de sua íris.

"Ron...", ela começou, largando os pergaminhos novamente em cima da mesa, de qualquer jeito. Deu um passo em direção a ele. Sentiu os olhos encherem de lágrimas quando viu que ele deu um passo para trás.

"Eu cansei", ele disse. Suas sobrancelhas finas e alaranjadas estavam franzidas, numa expressão de seriedade que não combinava com ele. Hermione mordeu o lábio inferior quando sentiu o mesmo tremer. "Cansei disso. Todo o dinheiro que me sobrou, Hermione, desde os onze anos, eu uso para comprar um presente pra você. Porque eu quero te agradar, sabe? Porque eu acho que você vai ficar feliz ao receber! E nem sempre eu estou certo, não é verdade? Você já jogou presentes nos meus pés tantas vezes, quando nós não estávamos juntos! Porque achou que eu estava te zombando! Porque achou que eu estava fazendo isso para te irritar! Eu não sei por que eu achei que agora seria diferente, Hermione. Realmente não sei."

Ele desviou o olhar, engolindo a saliva. Hermione percebeu seu pomo-de-adão subir e descer na garganta ao fazer isso. Mordeu o lábio inferior com mais força, sentindo aumentar a quantidade de lágrimas em seus olhos, embaçando sua visão. Ele bateu com a placa na palma da mão esquerda, e deu um sorrisinho leve, entristecido.

"Eu vou tomar banho", ele anunciou alguns segundos depois. Talvez estivesse incomodado pelo silêncio. Passou por ela, entregando novamente a placa em suas mãos, mas não olhou para seu rosto. Hermione fechou os olhos, sentindo os cílios quentes e úmidos contra a pele. A porta do quarto bateu com um estrondo."

Hallelujah, Chapter 6.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Perdidas

Dispensaram-me da aula de espanhol esses dias. Não me importei muito, não queria mais ir para a escola. Queria beber e fui até o bar. Cumprimentei o dono e pedi a mesma de sempre: cerveja. Nunca gostei muito de mudanças.
Acendi meu cigarro e lá estava eu, numa terça feira, num bar cheio de pessoas dispensáveis com seus sorrisos falsos e olhares insossos. Lá estava eu, sozinha mais uma vez, apenas com meus olhos queimando junto com o maldito cigarro. Eu quis chorar, me lembro. Mas algo tirou minha atenção e a lágrima que rolou era apenas água.
Um cara estava com sua namorada, esperando o ônibus. Não formavam um casal bonito, mas era bonito vê-los. Sorridentes, se abraçando. Pareciam realmente felizes. Eu senti raiva. Assim, apenas raiva. Engoli a fumaça de meu cigarro junto com as malditas lágrimas que queriam escapar. O meu destino parecia ser a eterna infelicidade.
E eu me surpreendi quando notei que o cara não tinha uma mão. Porra, sem a mão esquerda. Era como se alguém tivesse decepado a mão dele. Olhei para a minha instintivamente. Sua namorada parecia não se importar, segurava-lhe o pulso e apertava-o, como se estivesse segurando uma mão. Eles sorriam e se abraçavam e se beijavam e de novo. Eu quis chorar outra vez.  Aquilo só podia ser amor. Era bonito, era real e sem interesse. Abraçaram-se longamente antes da despedida e foram embora, sorridentes e apaixonados. E eu fiquei muito puta. Pode ter sido inveja, mas na hora eu apenas senti mais raiva. Como aquele cara conseguia viver sem uma mão? Como ele conseguiu uma namorada? E porra, como diabos será que eles faziam sexo? Ele usava aquele braço decepado pra enfiar em algum lugar? Por que eles não podiam parar de rir enquanto estavam ali? Deviam estar rindo de mim, da minha solidão estampada de uma forma tão patética.
Os pensamentos passaram, deixei que eles sumissem por um instante. Foi quando senti raiva de mim. Meu deus, eu sinto raiva o tempo todo! – pensei.  Senti raiva da raiva que senti deles. Da porra da inveja idiota. Mas que caralho, por que eu nunca poderia ser feliz? Qual era o meu problema? Eu nunca seria feliz. Verdade.
Eu, meus cigarros e cerveja, sozinha na porta de um bar, com as duas mãos inteiras e sem um abraço para me perder, poder chorar e depois ouvir “Vai ficar tudo bem, eu estou aqui”.
Droga, lágrimas de novo. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sorte

E eu a encontrei. Um anjo - era assim que eu a descrevia. Ela tinha cabelos dourados e íris cintilantes, de um azul tão límpido quando o céu. Por mil vezes me perdi em seus olhos e deixei-me levar. Ela dormia ao meu lado todos os dias, trajada de branco. Sua voz doce me paralisava e seu perfume me deixava em puro torpor. Eu estava sob efeito de algum anestésico, disso tenho certeza. Nada mais doía e ao passar do tempo, meu coração foi enchendo-se de muito mais amor do que eu poderia imaginar. Ela era minha, tão minha e de mais ninguém. Ninguém podia tocar-lhe a face, ou emaranhar-se naqueles cabelos louros – que eram meus! Tudo era meu. O corpo e a alma. Mas em um determinado momento, ela não quis mais ser minha. Disse-me que não me amava e lágrimas brotavam de seus olhos, sem parar. Pediu-me para deixá-la ir para casa. Mas ora, eu não podia! Eu disse que ela era minha. Ela estava partindo para ser de outro alguém, eu sabia. Queria me trocar por qualquer outro estúpido, estava me apunhalando pelas costas! Eu, que sempre fiz tudo por ela. Maldita! “Não – eu lhe disse – você vai ser minha pra sempre”.
Foi quando tudo fugiu do pouco controle que me restava.
Meu anjo quis correr de mim, gritou que eu era louco e que me odiava. Ódio, por mim? Eu apenas a amava demais para deixá-la ir, e eu não deixei. Em segundos, o vestido tão branco tornava-se vermelho. Eu a golpeei no estômago uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes – o meu número da sorte. O último olhar foi meu, o último suspiro foi por mim. De ninguém mais.

terça-feira, 22 de março de 2011

The poem.

I hate the way you talk to me,
and the way you cut your hair
I hate the way you drive my car,
I hate it when you stare.
I hate your big dumb combat boats,
and the way you read my mind.
I hate you so much, that it makes me sick,
And even makes me rhyme.
I hate the way you're always right.
I hate it when you lie.
I hate it when you make me laugh,
even worse when you make me cry.
I hate it when you not around,
and the fact that you didn't call...

But mostly I hate the way I don't hate you,
Not even close,
Not even a little bit,
Not even at all."

10 Things I Hate About You.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pensamentos

Se eu dissesse que eu me sinto sozinha, você acreditaria? 

Cansei do frio. Eu estou tremendo, mas não por conta dos ar gélido que insiste em atravessar minha camada de pele. O inverno parece que chegou mais cedo, e está dentro de mim.

Ainda estou respirando - respiração rasa e desigual. Meu coração bate de forma irregular. E lágrimas escorrem por meu rosto, manchando-o de negro. Muita maquiagem nos olhos (tentando esconder as muitas dúvidas).

Meus olhos estão me enganando. O que eu vejo não condiz com a realidade. E meu coração dói. Acho que tem uma mão apertando-o com força, para e s t r a ç a l h a r...

Eu me sinto sozinha. Talvez eu seja como qualquer brinquedo largado por aí, daqueles que o dono cansa de brincar. Às vezes acho que devia me quebrar de uma vez, para jamais conseguir consertar.

 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nicotina, ódio e você.

Você jamais entenderia, meu caro. Eu estou longe, não vê? Seus olhos são tolhidos de erros humanos. Os erros que eu jamais perdoaria. E eu não sou humana, Sirius. Sou uma Black. E em pouco, tornarei-me Lestrange, para enfim livrar-me do tormento que me acerca: você.
Sim, meu caro. Você me atormenta, me cerca, me perturba. O seu perfume impregnado em mim, a sua maldita nicotina com menta não saiu de meus cabelos, as marcas que você deixou em mim foram feitas à ferro. A simples menção do seu maldito nome me estremece, o vento que sopra me faz lembrar os seus suspiros e dormir ao lado de Rodolphus me sufoca. Ele exala nicotina. Quando sinto-o próximo, o gosto de vômito parece não se desprender de meus lábios. Quando sinto sua mão em meus cabelos, puxando-os de uma forma bruta, quero amaldiçoá-lo por ousar me tocar. Por tentar me colocar submissa à ele, ou suas vontades. É um casamento forjado, moldado para agradar outros e causar inveja em tantas mulheres que ele descartou.
O ódio cresce dentro de mim. Eu não sou Narcissa, tampouco Andromeda. O amor que ele diz sentir jamais me será suficiente. E eu te odeio a cada momento, Sirius, quando recordo-me que você me tirou de meu lugar para fazer de mim uma escrava do seu maldito amor. O amor que eu não quis, que recusei, que ignorei. Tentei ignorar. Falhei. A culpa do inferno é sua.
Eu nunca o quis, caríssimo. Você, mais jovem e mais ingênuo, era para ser apenas mais um peão em meu tabuleiro. Eu sou uma rainha, Sirius. Não nasci para deixar-me levar por palavras bonitas e olhos penetrantes. Mas você, com sua inocência e seus olhos de criança, me fascinaram. Eu te odeio ainda mais por saber que você me venceu. Era uma batalha, onde eu, e apenas eu, deveria ficar de pé. E tombei. Desmoronei assim que vi que o amor que nos envolvia foi obrigado a dissolver-se com as gotas de chuva, mesclando-se ao chão, para enfim tornar-se pó.
E eu te amo. Com cada pedaço da minha alma, junto com minha dor. E te odeio por não me mostrar. Eu te odeio por me deixar no escuro, com dúvidas e lágrimas de ódio. Eu te odeio por esconder, eu te odeio por fingir, mentir, tentar me manipular e querer me ver sofrer. Mas eu te amo em cada abraço não dado e a cada beijo de despedida. Eu te amo da maldita forma que nunca quis sentir. Narcissa me avisou: vulnerabilidade.
Me diga o que fazer com o meu amor, Sirius. Eu não sei lidar com isso. Vou então deixar guardado dentro de mim, com minha sombra, meu ódio e minha eterna infelicidade. Vou deixar morrer dentro de mim, para jamais me sentir só.´

Bellatrix sou eu, um beijo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dores noturnas

Você quer dormir. Deita na cama, se cobre e fecha os olhos. Seus ossos moídos pelo cansaço precisam de horas de sono.

O sono não vem.

Você insiste. Continua de olhos cerrados e tenta se concentrar em algo que dê sono. Você sente uma angústia horrível, e sente seus olhos lacrimejando.

A dor da incerteza aflora em seus olhos.

Você levanta, enxugando o rosto já coberto de lágrimas. Procura o cigarro com violência desnecessária. Você treme de ódio quando tenta acendê-lo.

O primeiro trago te acalma.

Você fuma mais um. E mais, e mais, e mais. A falta de sono e tanta dor acumulada acabando com sua noite aos poucos.

Ninguém se importa.

Você também não. Não importa a dor, desde que você sinta. Não importa se você não dorme, desde que você compreenda tudo. Não importa nada, desde que você ganhe.

De todos eles.